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id da página: 6988 Tao Te Ching Stephen Mitchell Lao-Tzu

Tao Te Ching 34


VEJA: TAO TE CHING XXXIV

O grande Tao flui por toda parte.
Todas as coisas nascem dele,
no entanto não as cria.
Flui a si mesmo na operação delas,
no entanto não se declara.
Nutre mundos infinitos,
no entanto não se apega a eles.
Posto que está misturado a todas as coisas
e oculto em seus corações,
pode ser chamado de humilde.
Posto que todas as coisas desaparecem nele
e ele somente perdura,
pode ser chamado grande.
Não está consciente de sua grandeza;
assim é verdadeiramente grande.


Léon Wieger (tr. Antonio Carneiro)

A. O grande Princípio se espalha, em todos os sentidos. Presta-se com complacência à gênese de todos os seres (seus partícipes). Quando uma obra devém, ele não se a atribui. Benevolentemente alimenta todos os seres, sem se impor à eles como um mestre (por os ter alimentados; os deixando livres; não exigindo deles nenhum retorno aviltante). Por causa de seu desinteresse constante, deveria, parece, estar como diminuído. Mas não; todos os seres para com os quais é tão liberal, afluindo em direção a ele, se acha engrandecido (por esta confiança universal).

B. O Sábio imita esta conduta. Ele também se faz pequeno (por seu desinteresse e sua delicada reserva), e adquire por aí a verdadeira grandeza.


Eis que a Via segue ao mesmo tempo à direita e à esquerda; engendra os dez mil seres e não esquece nenhum deles; ela tem o meio dos méritos, e não marca seu nome. Ela ama e alimenta os dez mil seres; mas ela não se quer mestre deles. De hábito, os homens não querem agir assim, então convém que seu nome seja obscuro. Os dez mil seres vêm à Via, e ela não quer ser mestre deles; convém então que seu nome seja grande. Eis porque o homem perfeito não age, e é grande; eis porque ele pode fazer grandes ações.

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